“Velho-novo” jornalismo
A discussão nova mídia, velha mídia sempre me pareceu que já nasceu morta. Explico. Uma – a velha – vai inevitavelmente absorver a outra – a nova – e seremos todos, no final, artistas e artífices da mídia social que já é mais do que tendência, é realidade. Ponto. Uma comparação boba que faço é do DVD que não acabou com o público das salas de cinema, embora tenha alterado profundamente a forma como esta audiência se porta diante dos lançamentos.
Ontem estive num evento cultural – o lançamento do livro Uma história inventada, de Maitê Proença – e me deparei com a velha mídia, no seu formato mais tradicional, lado a lado com a nova mídia, no seu melhor formato redes sociais. Eu representava a segunda, mas a situação me remetia ao velho modelo no qual comecei como jornalista.
A discussão nova mídia, velha mídia sempre me pareceu que já nasceu morta. Explico. Uma – a velha – vai inevitavelmente absorver a outra – a nova – e seremos todos, no final, artistas e artífices da mídia social que já é mais do que tendência, é realidade. Ponto. Uma comparação boba que faço é do DVD que não acabou com o público das salas de cinema, embora tenha alterado profundamente a forma como esta audiência se porta diante dos lançamentos.
O que mudou em mim recentemente foi a percepção da nova geração de jornalistas online. Estive no lançamento com amigos que também atuam nas mídias sociais. Hoje eu reflexionava que, como a jovem blogueira estudante de jornalismo que estava conosco, vários comunicadores estão entrando na seara do jornalismo online sem a experiência tradicional anterior. Para eles, não há mundo – profissional ou pessoal – sem interatividade instantânea. Vejo nesta nova realidade uma mudança muito positiva de enfoque: o formato das redações mudou (com menos redatores presenciais e mais trabalho online), há grande independência editorial nos blogs e agora temos mais autonomia para decidir sobre o que escrevemos. Mas acima de tudo anima pensar que é o leitor quem vai nos mostrar, com a agilidade da nova mídia, do que gosta – ou não.
P.S. Jornalismo e Interatividade foram discutidos há poucos dias na Ciranda de Textos promovida pelo blog Mil idéias e deve ser um dos temas do Newscamp, desconferência que acontece no Gafanhoto, em São Paulo, no dia 12/04.
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Matéria publicada no site http://www.nossavia.com.br
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