O dia-a-dia das Assessorias de Comunicação
O que pensam os estudantes de jornalismo ?
Vasculhar a mentalidade dos futuros jornalistas foi a pauta de Marcos Zibordi de Caros Amigos. Ele foi ao 9º Congresso Brasileiro de Estudantes de Comunicação Social que reuniu o Brasil inteiro. E ouviu frases interessantes.
“Imparcialidade não existe, apesar de você ter pessoas mais sensatas que as outras”.
“A maioria entra e sai do curso querendo ser âncora da Globo. A idéia de ser âncora da Globo ultrapassa aquela idéia de ser um jornalista bem-sucedido”.
“Para mim, conhecer a comunicação acabou materializando muito mais a vontade de atuar e interferir na realidade. Comecei a entender a comunicação como forma de disputa de hegemonia, espaço”.
“Os alunos não são pesquisadores, são jovens empresários”.
“Para os colegas, falta um pouco mais de conhecimento de vida, andar pela cidade, conhecer bairros, pessoas. Na hora de fazer uma reportagem, é um olhar mais humano, mais crítico sobre aquela situação. Se o cara não teve vida, não vai saber expressar de maneira correta. Falta sair da coisa certinha dos pais, da escola para casa. Falta vivência, conhecimento livresco eles têm”.
Além de colher estes depoimentos o repórter conversou com Rodolfo Viana, formando pela USP. Difícil de engolir são os convênios com instituições que ministram disciplinas optativas. A Folha de S. Paulo é responsável por uma. A Editora Abril por outra. Semanalmente, seus profissionais contam experiências, relatam casos e distribuem brindes.
“É uma propaganda, uma louvação, é quase um treinamento”, observou.
Material experimental produzido por alunos da Universidade Federal de Minas Gerais não pode ser publicado. Um texto metafórico sobre o reinado de Aécio Neves, “O Império do Pó” de Leonardo Fortes foi censurado. O mesmo aconteceu em Maranhão quando um aluno questionou a aplicação de recursos destinados à instituição, que resultou inclusive em afastamento de uma professora.
A aluna Juliana Oshima Franco, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) teve seu texto cortado porque ela simplesmente questionou o ensino público. O pior é que ela viu os colegas divididos e foi “aconselhada” a se comportar de outra forma, não questionando mais, pois nem formada era. Um professor disse que ela sonhava com um modelo impraticável de jornalismo. Assim caminha a humanidade, ou melhor, os estudantes de jornalismo.
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Este texto nos obriga a refletir sobre nossa situação atual como estudantes de Jornalismo, incluo meus colegas também.
Este texto pertence a Rivaldo Chinem, e foi extraído do Blog desenvolvido pela XPress Assessoria em Comunicação.
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