BLOGOSFERA O uso jornalístico dos blogs
| Os weblogs, comumente chamados de blogs, surgiram como um diário pessoal na internet, um lugar para escrever e divulgar coisas de interesse íntimo e opiniões. Essa ferramenta digital ainda é usada para essa finalidade, porém vem se expandido e sendo incorporada também com outros objetivos, mercadológicos. Os blogs atualmente têm sido preferencialmente desenvolvidos por empresas de mídia para informar mais, dar continuidade ao material divulgado na TV, revista, jornal ou rádio. É o jornalismo fazendo uso do blog.O blog pode ser atualizado e editado várias vezes diariamente, sem limite aparente de conteúdo. Isso gera uma grande facilidade para as redes de comunicação divulgarem mais sobre os assuntos que cobrem. Tem ainda a vantagem da interação entre o autor do blog e o leitor. Na seção de comentários de leitores, disponibilizada nos blogs, pode-se criticar, acrescentar informações, elogiar, corrigir, enfim, falar com o responsável pelo material divulgado com muito mais facilidade, ajudando a manter o espaço sempre atualizado. Isso é importante também para a formação do blog. Saber o que o leitor quer ler e como quer é fundamental para que qualquer meio atraia cada vez mais leitores.
Blogueiros e jornalistas Outra utilização do blog feita pelos jornalistas e outros membros de empresas de comunicação é como mecanismo de opinião. No jornalismo online, em geral, há maior divulgação de conteúdo opinativo, mas no blog isto está mais caracterizado pela existência de discussão contínua sobre o que é divulgado nos textos, incluindo o uso de comentários dos leitores para a criação de novos posts. Assim, até a própria linguagem empregada virtualmente termina por se diferenciar daquela encontrada no jornal impresso. Percebe-se maior intimidade entre autor e leitor – afinal, seu escritor tem mais nítido com quem está dialogando. Grandes empresas jornalísticas mantêm em seus sites blogs de seus profissionais. O site Zero Hora.com, por exemplo, apresenta uma variedade de páginas para cada assunto, onde jornalistas e comentaristas da organização divulgam diariamente notícias que não ganham espaço na versão em papel, aprimoram o conteúdo do jornal ou manifestam suas opiniões. Além disso, ainda há as páginas virtuais temporárias, feitas exclusivamente para cobrir algum fato importante que está acontecendo em um dado período, como os vários blogs que tratavam dos Jogos Olímpicos de Pequim. Contudo, todo esse uso que as grandes mídias estão fazendo desse instrumento começou após a invenção dos diários digitais. No seu início, os weblogs eram feitos pelos adolescentes usuários da internet, que se serviam deles literalmente como diários, onde escreviam os acontecimentos do dia-a-dia, suas reflexões e frustrações. Havia também os blogs temáticos, que reuniam um grupo de pessoas com os mesmos gostos sobre variados assuntos. Os próprios jornalistas, no princípio, não viam os blogs com bons olhos. Qualquer um poderia criar uma página e publicar notícias iguais ou muito semelhantes às disponibilizadas pelos jornais online. Havia um embate entre os blogueiros conhecidos e jornalistas formados – um lado alegando liberdade para se expressar e o outro exigindo profissionalismo na divulgação de notícias. Interação direta com o cliente Atualmente, quem não está muito contente com o uso feito dos blogs são os seus antigos usuários. O diário digital ganhou popularidade entre as empresas de comunicações que, em sua grande maioria, mantêm vários blogs de seus profissionais. Os tradicionais utilizadores, que os mantinham para fazer confidências a parentes e amigos, perderam espaço para os grandes blogs, cujas visitas chegam a mais de um milhão por mês. Por mais que esse ambiente seja visto pelos leitores de blogs jornalísticos como uma forma mais próxima do autor, os donos das páginas desbancadas perceberam que os blogs se tornaram mais uma ferramenta para garantir lucro aos grandes grupos midiáticos. A intimidade que eles tinham com os leitores do blog foi alterada. Enquanto isso, cada vez mais as empresas jornalísticas, e mesmo companhias fora do ramo da comunicação, investem nesse novo meio de passar informação, conhecimento e, além de tudo, de interação direta com o cliente. No entanto, sem deixar de lado as potencialidades tradicionais da mídia, que ainda são as que atingem maior número de pessoas. —
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“Amigo, não me mande mande mais Spams ! “O tema deste texto poderá surpreender alguns pela simplicidade ou mesmo despertar aquela sensação comum quando nos damos conta de que deixamos de enxergar algo que estava bem debaixo do nariz. O protagonista desse post é um mal que está presente em nossa vida diária, e o transtorno que causa pode ser atribuído a sua inevitável – e por isso irritante – constância. Por mais que pareça difícil eliminá-lo, é preciso saber que a vitória, nesse caso, depende do empenho individual de cada um de nós, assim como da conscientização dos que estão a nossa volta. Em prol de minimizar seus efeitos nocivos – bem como auxiliar no combate desse que é o grande vilão de nossa era – hoje lanço a campanha “Amigo, não me mande mais spams!”. Tão difundida quanto o hábito de trocar e-mails é a constatação de que 80% das mensagens que chegam às caixas de entrada não foram enviadas por alguém que conhece o destinatário. O spam é indiscutivelmente uma praga da vida moderna, capaz de deixar as baratas no chinelo. O termo se originou por alusão a uma espécie de bolo de carne enlatado, muito comum nos lares americanos, capaz de causar náusea em qualquer um que o consuma com assiduidade. Outro dia me surpreendeu o resultado de uma pesquisa, segundo a qual, o principal emprego de verbas publicitárias nos Estados Unidos é a mala direta. Não tive acesso aos números referentes a eficácia do método, mas creio que, se a cada mil pessoas apenas uma se interessar pela mensagem enviada, o investimento já se justifica. Até porque mandar e-mails, pelo que eu saiba, não custa nada. O gasto aí provavelmente se deve aos gastos operacionais e a remuneração dos infelizes que conseguem os endereços. Numa aterradora previsão, não tarda o momento em que os spams chegarão também aos celulares – as operadoras já iniciaram esse processo – e não me espantaria se daqui uns 15 anos o telegrama voltasse com força total. Para evitar que o e-mail se torne uma ferramenta inviável é preciso agir enquanto há tempo. A campanha “Amigo, não me mande mais spams!” se destina principalmente aqueles indivíduos que indiretamente alimentam de informação os bancos de dados desses verdadeiros piratas da privacidade alheia, através do irresponsável costume de mandar gracinhas cibernéticas para todos os conhecidos. Aproveito o ensejo para registrar uma espécie de carta-aberta: Amigo(a) / parente: Desculpe se não houve coragem ou oportunidade para dizê-lo antes, o fato é que não quero mais receber seus e-mails. Mesmo que seja o vídeo do cachorrinho que fala, a bela e falsa mensagem do famoso poeta, o texto engenhoso construído com palavras de duplo sentido, a piada que faz alusão ao acontecimento da semana, a foto da celebridade em situação embaraçosa, seja o que for, não me mande, eu não quero receber. Mesmo que seja a coisa O motivo pelo qual torno essa carta pública deve ser o mesmo pelo qual as pessoas preferem terminar namoros no palco de programas de auditório; acho que a exposição pública evita o constrangimento privado. Espero que você compreenda, não é nada pessoal. atenciosamente, Bom, se você gostou do modelo acima, pode utilizá-lo, apenas tendo o cuidado de trocar o meu nome pelo seu. Caso queira continuar a receber e-mails com conteúdo “divertido”, instrua seus amigos a evitar aqueles enormes cabeçalhos utilizando o recurso da cópia oculta (mensagem que omite o nome dos destinatários). É muito simples: basta colocar o seu próprio endereço no primeiro campo (to:) e os demais endereços no terceiro campo, onde se lê (Bcc:). Espalhe essa informação e seja mais um elo dessa corrente que pretende construir um mundo sem spam. Mas, por favor, tente fazer isso sem gerar um novo spam! — ( Fonte : Reproduzo este post publicado por Bruno Medina, tecladista do ” Los Hermanos “, em seu blog na Globo ponto com ) | |
