Estamos próximos mesmo de uma Nova Era ?
A Globalização é um fenômeno galopante e as intersecções entre culturas de todo o planeta estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Pesquisa, Arte e Negócios já operam em um nível mundial, sofrendo impacto de um intercambio – muitas vezes – imediato de informações e conhecimento.
Contudo as salas de aula em todos os níveis de ensino no Brasil ainda são ilhas isoladas e herméticas, muitas vezes, ideologicamente fechadas. O domínio de uma segunda língua ainda é risível em nosso país.
Por um lado o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) sequer mensura o segundo idioma na avaliação dos alunos de “2º Grau”. Por outro, 64% dos estudantes universitários disseram ter “algum conhecimento de inglês” ao ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Esse exame apontou que 36% dos universitários não têm nenhum conhecimento desse idioma, portanto. Pouco se sabe do resto da população.
O fato é que o Brasil ainda encontra-se distanciado, e faz – portanto – um uso limitado da Internet. Segundo o Internet World Stats, as três línguas mais utilizadas na rede são o Inglês (29%), o Mandarim (19%) e o Espanhol (8%). O português representa 4% desse universo.
O professor e criador do Mídia Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), atualmente o “pai do lap top de U$ 100″, Nicolas Negroponte, concedeu entrevista para a Revista @prender. Negroponte é um visionário e principal referência mundial sobre tendências e novas tecnologias. Na época solicitei-lhe que projetasse as principais revoluções tecnológicas das próximas cinco décadas, e obtive como resposta que em “2010 teríamos em todos os lugares computadores operando com Banda Larga e sem fios” e que “até 2020 a tradução da linguagem será tão boa e natural quanto a do próprio ser humano”(1). Frente à popularização da telefonia 3G e mais recentemente dos NetBooks (além da modernização dos programas de tradução oferecidos on line como o Babylon e a Ferramentas de Idiomas do Google), fica fácil acreditar que algum aparelho surja em breve tornando possível uma conversa – em tempo real – entre pessoas de nacionalidades e línguas absolutamente distintas.
O Brasil pode viver isolado idiomaticamente a espera de novas tecnologias que suplantem o déficit do ensino da segunda língua em nosso país e abram os 96% da rede para o nosso povo.
Ainda que essa seja uma barreira, é possível falar e pensar hoje na troca de conhecimentos entre salas de aula de todo o planeta. Inclusive de salas de aula do Brasil com o mundo. Algumas iniciativas podem ser adotadas em curto prazo. Imediatamente para o professor sensibilizado com a importância de formar cidadãos do mundo desde as primeiras séries do ensino fundamental.
Escolas Irmãs
O conceito de escolas irmãs não é novo. No Brasil esse é o nome, inclusive, de um programa do Ministério da Educação, que o propõem como “uma rede de colaboração mútua entre escolas que estabelecem parcerias, com o objetivo de compartilhar experiências e trocas pedagógicas, enfatizando a vivência de valores universais e os ideais de solidariedade humana”. O MEC propõe uma rede de escolas tupiniquins, mas muitas instituições podem transgredir barreiras e aventurar-se na prospecção de “irmãs” em todo o planeta. Com as novas ferramentas de relacionamento, como Instant Messengers e redes sociais, os educadores podem montar redes de salas de aula globais com escolas de todo o mundo.
Quebras de Barreiras Idiomáticas
Os educadores devem apropriar-se de novas línguas de forma a multiplicar seu universo de pesquisa. Devem aventurar-se por textos em outros idiomas e abusar das ferramentas de tradução, ainda experimentais, mas – já – muito eficazes.
Utilização de Novas Tecnologias
Uma nova tendência mundial merece destaque nesse artigo. A Open Learning Iniciative é uma rede mundial de universidades de primeira linha – coincidentemente encabeçadas pelo MIT, que propõem a derrubada das barreiras de acesso ao conhecimento pela Internet. Dezenas de instituições de ensino em todo o planeta vêm divulgando conteúdos por meio de mídias diversas na rede, para ser consumido por interessados de todos os países. Uma força democratizadora de conhecimento que irá tornar-se popular em poucos anos.
O fato é que as comportas do intercambio de inteligência, boas práticas e tecnologias pedagógicas abriram-se para os educadores interessados em – de fato e objetivamente – ampliarem suas dinâmicas abrindo-se para um mundo de oportunidades. Com trocadilhos!
(1) Em tempo: Negroponte previu ainda, sob a ressalva de que se tratavam de palpites e que acontecerão progressivamente, que até 2030 existirão implantes no corpo e no cérebro para comunicação direta e argumentação com os computadores, que até 2040 iremos fazer arquivos de mentes para imortalidade e que até 2050 iremos teletransportar objetos.
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Que Google, que nada !
Novo mecanismo de busca, fuça nas entranhas da Internet
Quem nunca ouviu boatos de que uma nova ferramenta de busca irá desbancar a hegemonia do Google ? Calma ! Este post não irá te surpreender, embora esta deveria ser a minha intenção. Temos agora o DeepDyve, suposto concorrente só que com o lastro da Mountain View, e com ele estão alguns dos geniais cientistas da atualidade : mentes brilhantes que fazem parte do Projeto Genoma Humano.
A iniciativa aproveita técnicas utilizadas para fazer o mapa genético dos seres humanos e, permite que o usuário encontre páginas não relacionadas nos outros buscadores. Como a maioria do serviços mostram o resultado da pesquisa baseando-se no trafégo dos sites mais populares, há muito conteúdo que acaba ficando esquecido. Conforme recente estudo realizado na Universidade de Berkeley, existem cerca de aproximadamente 91000 TB “ocultos” nas partes mais profundas da web e é esta faixa que o serviço pretende trazer aos usuários. A possibilidade de fuçar nas profundezas da rede.
A principal inovação do DeepDyve é a de possibilitar a utilização deste motor de buscas com sentenças inteiras (se desejar, com até 25 mil caracteres) a qual o Google se limita apenas a encontrar até 32 palavras.
Considerando-se que este novo site está mantendo sua principal convergência em assuntos específicos como : saúde, física e ciências de um modo geral, e mesmo sendo de uso ainda limitado, fica evidente que ele não pretende destronar o maior mecanismo utilizado em todo o mundo, mas não deixa de ser mais uma importante iniciativa a caminho favorecendo a todos nós, usuários de pesquisas
na internet.
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Pesquise nos sites :
| http://www.deepdyve.com |
| http://www.genome.gov |
| http://www2.sims.berkeley.edu/research/projects/how-much-info-2003 |

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Considerações sobre Jornalismo online e o leitor 2.0
Seminário promovido pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano debate o futuro da atividade na internet; entre os desafios está a convergência das redações e a maneira de lidar com o usuário e seus comentários publicados nos sites dos jornais, nem sempre politicamente corretos.
Veículos de diversas partes do mundo estão correndo atrás do tempo e procurando adaptar a atividade online ao cenário 2.0, no qual o usuário assume um papel cada vez mais participativo. É assim que o americano John Burke, do World Editors Forum, grupo ligado à Associação Mundial de Jornais, analisa o momento atual do jornalismo na internet. “Cinco anos atrás, muito se falaria sobre colocar o noticiário publicado no impresso no site. Hoje, os jornalistas continuam trabalhando da mesma maneira. Quando as redações finalmente se deram conta de que a internet é algo realmente muito importante, elas se apressaram para atender seu público de maneira mais adequada. Mas, de um modo geral, os jornais estão muito atrás do usuário”, disse.
Burke é um dos profissionais convidados pela Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI), presidida pelo escritor Gabriel Garcia Márquez, para o seminário O futuro do jornalismo na internet e a profissionalização da redação online, que acontece em Bogotá até esta quinta-feira, 6. O evento, que também é promovido pela Corporação Andina de Fomento (CAF), com apoio do Google, reúne jornalistas da América Latina e da Europa para debater o que se produz atualmente para a web, como integrar os profissionais das redações tradicionais às demandas dos novos tempos fazendo uma convergência adequada, os dilemas do jornalismo online e de que modo enriquecer a atividade com qualidade e rigor sem ferir a ética jornalística e sem deixar de lado a agilidade que o meio exige.
Na primeira rodada de debates, o professor e jornalista colombiano Javier Dario Restrepo, um veterano e premiado representante da imprensa daquele país, declarou que a ética que valeu a Gutenberg é a mesma para o jornalismo online. Ele apontou as debilidades, as vantagens e as exigências da prática do ofício no ambiente da web.
Uma das críticas é que, se o jornalismo é entendido como um meio para aquisição de conhecimento, então o que se tem atualmente é um rio caudaloso de informações, mas com escassez de conhecimento. Restrepo, professor da FNPI, refere-se ao excesso de dados disponibilizados na web que não tem fonte segura e à falta de credibilidade de itens publicados, por exemplo, em serviços como Wikipedia. “A informação digital não é totalmente certa. A internet é como um mercado popular, povoado de ruídos dos mercadores querendo vender seus produtos”.
Outro palestrante, o chileno Andrés Azócar, professor e diretor da Escuela de Periodismo de La Universidad Diego Portales e criador do museu da imprensa chilena, observou que para o exercício da ética jornalística no mundo 2.0 é preciso levar em conta que os não-profissionais são os soberanos da internet. Entre os dilemas que apontou estão: velocidade versus veracidade (“Os jornalistas não deveriam encarar a velocidade como um risco, mas como oportunidade”), jornalismo administrado versus jornalismo cidadão (“Há muitas informações de qualidade que são produzidas por pessoas que não são jornalistas, mas que estão em contato com a notícia”) e o controle da ética pelos meios ou pelo público. Na opinião de Azócar, quem detém esse controle, no final, é a própria audiência do site ou do blog de notícias. “O público tem bom senso”, argumentou.
Moderar ou não comentários dos leitores?
A questão, no entanto, não é unânime. Um dos painéis mais debatidos foi exatamente a moderação ou não da postagem de comentários dos leitores nos sites dos veículos. O problema mais sensível é a publicação de termos ofensivos, racistas e preconceituosos. Para a colombiana Maria Teresa Ronderos, professora da FNPI para a área de cobertura de noticiário político e social, é preciso dar liberdade ao usuário. Ela não concorda com o controle sobre a publicação dos comentários. “O leitor deve ter o direito de até falar mal do presidente da república no site e não em seu blog pessoal. Porque o que ele quer é o alcance de um site de notícias”.
Outros especialistas, no entanto, alegam que muitos posts - sejam a respeito de política ou de futebol - partem para a injúria ou mesmo incitam a violência e que, no final, o veículo pode ser responsabilizado juridicamente pelos comentários. Embora não tenha havido um consenso, o que mais se ouviu foi a defesa do estabelecimento de “regras do jogo” claras para os leitores. Em algumas publicações, utiliza-se um software para filtrar termos inadequados. Há quem exija um cadastro, com identificação do usuário que quiser fazer um comentário. E existe mesmo, em algumas redações, a função de ler, filtrar e publicar os comentários.
O primeiro dia do seminário, ocorrido na quarta-feira, 5, incluiu ainda um debate em torno dos direitos autorais na internet. Uma das propostas é o uso das licenças do Creative Commons, caso de algumas fotos publicadas no site Flickr, como ferramenta para o manejo de conteúdo na internet. Pedro Less, gerente de assuntos governamentais e de políticas públicas do Google Latinoamericano, disse que a autoregulamentação é importante, mas que é essencial também uma legislação equilibrada. “É necessário preservar os direitos do autor, mas também é preciso fomentar a criação. Na web 2.0, os usuários se converteram nos principais provedores de conteúdo na rede”, comentou.
Nesta quinta-feira, 6, o seminário prosseguiu com mais uma rodada a respeito do tema “Liberdade ou controle: o que fazer com os conteúdos produzidos pelos usuários”. Um dos debatedores, Jean-François Fogel, do Le Monde, disse que os veículos precisam se reinventar e encontrar seu caminho para atuar com relevância na internet. O Le Monde criou o Le Post, um site que funciona “ao lado” da página online do tradicional jornal francês. O Le Post, lançado há um ano, conta com intensa participação do usuário. As notícias enviadas pelos internautas são checadas pelos jornalistas do site.
Outra experiência é do site de informações Soitu, que foi criada pelo espanhol Gumersindo Lafuente. Os usuários são remunerados em 20 euros quando tem notas ou posts multimídia selecionados pelos jornais da casa, que ganham destaque na página. O site entrou em operação total neste ano. Segundo Lafuente, há 400 pessoas que contribuem regularmente com o Soitu. A empresa conta com 38 funcionários, sendo 25 jornalistas e 8 especialistas em tecnologia.
Além disso, um painel discutiu a monetização e os dilemas éticos da atividade jornalista na internet, com participação do editor do clarin.com, Marcelo Franco. Essa palestra contou ainda com Bruno Patiño, diretor da escola de jornalismo de Sciences-Po, em Paris.
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*A jornalista Lena Castellón viajou a Bogotá a convite do Google.
Matéria publicada em 07/11/08 no Meio & Mensagem Online.
Nova Internet será 10 mil vezes mais veloz que a atual
Depois de trazer ao mundo a world wide web, em 1989, o centro físico CERN agora pretende lançar uma nova Internet, 10 mil vezes mais rápida. A novidade, que já está sendo chamada de the grid (a grade) pode estar disponível aos consumidores dentro de um ou dois anos.
O CERN, que tem sede em Genebra, não usou a Internet tradicional no desenvolvimento dessa nova rede, pois a enorme quantidade de dados carregados e transmitidos poderia gerar um colapso na web.
A nova Internet, por outro lado, usa principalmente fibras óticas, e sua velocidade não será diminuída por componentes desatualizados. Segundo o site DailyTech, esta nova rede já conta com 55 mil servidores, número que deve chegar a 200 mil em dois anos.
Ainda não se sabe se a grid será usada também domesticamente, nem se empresas optarão por construir suas próprias redes, similares a esta.
Segundo o DailyTech, algumas empresas e provedores de telecomunicações já estão começando a implementar um dos recursos mais poderosos da grid, conhecido como troca dinâmica. Mas, por enquanto, o uso da nova rede ficará restrito a estudantes e pesquisadores, como astrônomos e biólogos.
Mundo virtual vira realidade no Campus Party
Empresas aproveitam a feira para oferecer acesso a internet, entretenimento e promover suas marcas entre os amantes de tecnologiaTransformar a Bienal do Ibirapuera em um ciberespaço dos sonhos para todos aqueles apaixonados por tecnologia, internet e suas demais vertentes. Foi esse o espírito que diversas marcas levaram ao Campus Party, encontro de tecnologia que, pela primeira vez é realizado fora de seu país de origem, a Espanha, onde acontece há onze anos.
Fazendo jus ao título de patrocinador oficial, o Grupo Telefônica colocou sua marca em todos os cantos do Campus Party. Desde a instalação de estandes, divididos pelas temáticas que serão abordadas ao longo dos sete dias do encontro, até na realização de workshops e seminários sobre as novidades do mundo da tecnologia, a empresa atuou na estrutura e conteúdo, equipando todos os terminais da Bienal com banda larga de 5,5 Gb, proporcionando uma velocidade extrema no acesso à internet.
Para quem não faz parte da lista dos 3 mil inscritos – que pagaram R$ 100 para ter direito a um cabo de conexão, à uma barraca de camping e a possibilidade de passar a semana toda sem sair da Bienal, aproveitando os benefícios da tecnologia – algumas marcas também preparam diversas ações de entretenimento. No pavilhão térreo da Feira, onde a entrada é livre, é possível ter acesso gratuito a internet nos estandes de todos os apoiadores do evento, como Microsoft, Yahoo, Uol, CCE Info, You Tube, Linux, entre outros.
No estande do Limão, portal do Grupo Estado, os internautas podem não só conhecer melhor a página, como também tornarem-se colaboradores do site de conteúdo. Em outras estandes patrocinados pela Telefônica, como o Kick Ass Kung-Fu, é possível simular lutas virtuais com o próprio corpo. Outra marca a apostar nos simuladores de games é a Red Bull. A fabricante de bebidas energéticas levou um carro à Bienal, dentro do qual os visitantes podem sentir todas as sensações reais de uma corrida.
Embora os games e robôs que circulam pelo evento sejam a maior atração de quem passa pelo local, a questão da inclusão digital não foi deixada de lado. Com estandes também equipados com equipamentos de acesso a internet, a Prefeitura e o Governo de São Paulo aproveitam para apresentar os programas sociais de difusão de tecnologia e para promover a capital paulista como um centro receptivo de eventos desse porte.
O Campus Party acontece até o próximo domingo, 17. A expectativa da organização é que, até essa data, passem pela Bienal um público médio de 30 mil pessoas.
( Publico matéria escrita por Bárbara Sacchitiello, do Meio&Mensagem )
“Amigo, não me mande mande mais Spams ! “
O tema deste texto poderá surpreender alguns pela simplicidade ou mesmo despertar aquela sensação comum quando nos damos conta de que deixamos de enxergar algo que estava bem debaixo do nariz. O protagonista desse post é um mal que está presente em nossa vida diária, e o transtorno que causa pode ser atribuído a sua inevitável – e por isso irritante – constância. Por mais que pareça difícil eliminá-lo, é preciso saber que a vitória, nesse caso, depende do empenho individual de cada um de nós, assim como da conscientização dos que estão a nossa volta. Em prol de minimizar seus efeitos nocivos – bem como auxiliar no combate desse que é o grande vilão de nossa era – hoje lanço a campanha “Amigo, não me mande mais spams!”. Tão difundida quanto o hábito de trocar e-mails é a constatação de que 80% das mensagens que chegam às caixas de entrada não foram enviadas por alguém que conhece o destinatário. O spam é indiscutivelmente uma praga da vida moderna, capaz de deixar as baratas no chinelo.
O termo se originou por alusão a uma espécie de bolo de carne enlatado, muito comum nos lares americanos, capaz de causar náusea em qualquer um que o consuma com assiduidade. Outro dia me surpreendeu o resultado de uma pesquisa, segundo a qual, o principal emprego de verbas publicitárias nos Estados Unidos é a mala direta.
Não tive acesso aos números referentes a eficácia do método, mas creio que, se a cada mil pessoas apenas uma se interessar pela mensagem enviada, o investimento já se justifica. Até porque mandar e-mails, pelo que eu saiba, não custa nada. O gasto aí provavelmente se deve aos gastos operacionais e a remuneração dos infelizes que conseguem os endereços.
Numa aterradora previsão, não tarda o momento em que os spams chegarão também aos celulares – as operadoras já iniciaram esse processo – e não me espantaria se daqui uns 15 anos o telegrama voltasse com força total. Para evitar que o e-mail se torne uma ferramenta inviável é preciso agir enquanto há tempo.
A campanha “Amigo, não me mande mais spams!” se destina principalmente aqueles indivíduos que indiretamente alimentam de informação os bancos de dados desses verdadeiros piratas da privacidade alheia, através do irresponsável costume de mandar gracinhas cibernéticas para todos os conhecidos. Aproveito o ensejo para registrar uma espécie de carta-aberta:
Amigo(a) / parente:
Desculpe se não houve coragem ou oportunidade para dizê-lo antes, o fato é que não quero mais receber seus e-mails. Mesmo que seja o vídeo do cachorrinho que fala, a bela e falsa mensagem do famoso poeta, o texto engenhoso construído com palavras de duplo sentido, a piada que faz alusão ao acontecimento da semana, a foto da celebridade em situação embaraçosa, seja o que for, não me mande, eu não quero receber. Mesmo que seja a coisa
mais incrível que você já leu ou assistiu, eu prefiro descobrir por mim mesmo.
O motivo pelo qual torno essa carta pública deve ser o mesmo pelo qual as pessoas preferem terminar namoros no palco de programas de auditório; acho que a exposição pública evita o constrangimento privado. Espero que você compreenda, não é nada pessoal.
atenciosamente,
Bruno Medina.
Bom, se você gostou do modelo acima, pode utilizá-lo, apenas tendo o cuidado de trocar o meu nome pelo seu. Caso queira continuar a receber e-mails com conteúdo “divertido”, instrua seus amigos a evitar aqueles enormes cabeçalhos utilizando o recurso da cópia oculta (mensagem que omite o nome dos destinatários).
É muito simples: basta colocar o seu próprio endereço no primeiro campo (to:) e os demais endereços no terceiro campo, onde se lê (Bcc:). Espalhe essa informação e seja mais um elo dessa corrente que pretende construir um mundo sem spam. Mas, por favor, tente fazer isso sem gerar um novo spam!
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( Fonte : Reproduzo este post publicado por Bruno Medina, tecladista do ” Los Hermanos “, em seu blog na Globo ponto com )
Não atualize seu iPhone. Atualização anulará liberação do telefone.
O Gizmondo, um dos blogs de tecnologia mais populares da internet, revelou que a próxima atualização do software do iPhone anulará os dispositivos criados para “liberar” o telefone da Apple. O blog afirmou que a versão 1.1.3 do firmware voltará a bloquear o telefone para que só seja utilizado nas redes das empresas que chegaram a um acordo com a Apple. A empresa vai impedir o funcionamento de programas de terceiros instalados pelos usuários. Outros blogs afirmam que a atualização 1.1.3 também acrescentará novas funções ao aparelho, como um sistema similar ao GPS (Global Positioning System, em inglês) – sistema de localização por satélite – que permitirá situar em mapas do Google o local em que se encontra o usuário. De acordo com as informações reveladas nesses blogs, o sistema se baseará na triangulação do sinal a partir de torres emissoras, em vez de utilizar o GPS.
Seguindo com sua política, a Apple não confirmou os detalhes veiculados na internet, mas Steve Jobs, fundador da companhia, deve revelar a atualização e suas novas funções durante a conferência MacWorld, que será realizada em meados de janeiro em San Francisco. Outra função que aparentemente o iPhone incorporará é a de envio de mensagens SMS a vários destinatários ao mesmo tempo.
( Fonte : Estadão Online )
Google critica oferta da MS pelo Yahoo!
Segundo Drummond, a união da Microsoft com o Yahoo! geraria uma excessiva concentração de mercado nos segmentos de mensagens instantâneas e portais de internet, com a soma das audiências do msn.com e yahoo.com.
Segundo Drummond, a união das duas grandes empresas tem alto poder de concentrar mercado e inibir o crescimento de novos produtos online. Drummond afirma que, se concretizado, o negócio afetaria os princípios da liberdade de escolha e da inovação.
Já o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, reagiu às acusações afirmando que é o Google quem detém o monopólio dos produtos web, referindo-se à liderança da empresa em buscas.
Pelas contas de Ballmer, o Google detém 70% das buscas e a união entre Yahoo! e Microsoft geraria sinergia para enfrentar a vantagem do Google.
Na semana passada, a Microsoft ofereceu US$ 44,6 bilhões para comprar o Yahoo!, volume superior ao valor de mercado do Yahoo!
( Fonte : Felipe Zmoginski, do Plantão INFO )
Google lança publicidade do YouTube no Brasil
Acessada por cerca de oito milhões de usuários únicos todos os meses, a versão brasileira do YouTube – consagrado site de vídeos adquirido pelo Google em outubro de 2006 – está pronta para se estabelecer como plataforma de publicidade para anunciantes interessados em estreitar o relacionamento com seus consumidores. “O YouTube é o nono site mais visto no Brasil e conta com um número de espectadores igual ao que hoje possuem os canais de televisão por assinatura. Levando em conta que os usuários passam, em média, 18 minutos conectados ao endereço, este é um ótimo espaço de comunicação para as marcas”, diz Alexandre Hohagen, presidente do Google Brasil.
Anunciados oficialmente na manhã desta quarta-feira, 30, os formatos disponíveis no País vão desde a inserção de banners e vídeos na página oficial do site até a criação de um Brand Channel, uma espécie de hotsite das marcas onde é possível customizar a página e atualizar conteúdos relevantes aos internautas. “Por ser um site onde as pessoas se conectam em comunidades, o YouTube é praticamente um vício não apenas para os jovens, mas também para um público mais maduro que cresce cada vez mais dentro da rede”, comentou Crid Yu, diretor de vendas para novas mídias para a região da Ásia Pacífico. Com preço inicial de R$ 50 mil, os anunciantes contratam todas as etapas de inserções com direcionamento de mídia – banners, link patrocinado, brand channel. “Não vendemos os produtos avulsos justamente para garantir o retorno possível e esperado”, diz Kika Oncken, gerente de vendas do Google Brasil.
Segundo Matthew Liu, gerente de produtos do YouTube, o segredo para fazer uma campanha eficiente nas páginas do YouTube é escolher imagens visualmente agradáveis aos usuários, não deixar as peças parecerem muito comerciais, focar no contexto de entretenimento e interatividade, usar a plataforma como espaço de discussões democráticas e, acima de tudo, manter a autenticidade sem enganar os usuários. “No caso dos canais criados pelas marcas é necessário que haja uma atualização constante e união a outras mídias como a impressa para atrair os consumidores ao seu produto”, afirma. “Também geramos relatórios e permitimos o controle total por parte dos anunciantes e agências para que consigam alterar algum ponto da estratégia caso algo não esteja dando o resultado esperado”, completa Liu. Até o final do ano, os brasileiros também poderão contar com a ferramenta de concurso, onde usuários postam seus vídeos para avaliação de acordo com as propostas dos anunciantes.
( Fonte : Recebido e conferido no Meio&Mensagem )
Apple tem prejuízo de US$ 500 milhões com iPhone
De acordo com pesquisa, um em cada quatro aparelhos vendidos nos Estados Unidos foi desbloqueado de maneira não-autorizada.
De acordo com pesquisa realizada pela Bernstein Research, mais de um milhão de iPhones teriam sido destravados em 2007, número equivalente a 27% da venda total, o que causou à fabricante Apple uma perda avaliada em US$ 500 milhões. As informações são do Times Online.
O estudo revela ainda que aproximadamente 25% dos aparelhos vendidos nos Estados Unidos estariam sendo usados por meio de uma rede não autorizada, e não pela parceira exclusiva da Apple, a AT&T, fato que teve contribuição significativa para a redução no lucro da empresa. Em conseqüência disso, a Apple estaria perdendo uma parte das taxas mensais de faturamento.
Pelas contas da Bernstein Research, foram vendidos cerca de 3,75 milhões de iPhones no ano passado. Descontados os dois milhões de aparelhos que a AT&T declara ter ativado nos Estados Unidos, e com uma estimativa de 315 mil aparelhos vendidos na Europa até então, os analistas afirmam que cerca de 1,45 milhão de telefones estavam “desaparecidos” no fim de 2007.
O número de telefones desbloqueados é mais elevado do que uma estimativa feita anteriormente. Segundo esses cálculos, os aparelhos nessas condições seriam 750 mil. A Apple apenas informou que o dado é significativo, mas não fez maiores comentários.
( Recebido e conferido no Meio&Mensagem )
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