Blog da Márcia Guimarães

Que Google, que nada !

Publicado em Cidadania & Educação, Generalidades, Informação, Internet, Notícias por Marcia Guimaraes em 16/11/2008

Novo mecanismo de busca, fuça nas entranhas da Internet

Quem nunca ouviu boatos de que uma nova ferramenta de busca irá desbancar a hegemonia do Google ? Calma ! Este post não irá te surpreender, embora esta deveria ser a minha intenção. Temos agora o DeepDyve, suposto concorrente só que com o lastro da Mountain View, e com ele estão alguns dos geniais cientistas da atualidade : mentes brilhantes que fazem parte do Projeto Genoma Humano.

A iniciativa aproveita técnicas utilizadas para fazer o mapa genético dos seres humanos e, permite que o usuário encontre páginas não relacionadas nos outros buscadores. Como a maioria do serviços mostram o resultado da pesquisa baseando-se no trafégo dos sites mais populares, há muito conteúdo que acaba ficando esquecido. Conforme recente estudo realizado na Universidade de Berkeley, existem cerca de aproximadamente 91000 TB “ocultos” nas partes mais profundas da web e é esta faixa que o serviço pretende trazer aos usuários. A possibilidade de fuçar nas profundezas da rede.

A principal inovação do DeepDyve é a de possibilitar a utilização deste motor de buscas com sentenças inteiras (se desejar, com até 25 mil caracteres) a qual o Google se limita apenas a encontrar até 32 palavras.

Considerando-se que este novo site está mantendo sua principal convergência em assuntos específicos como : saúde, física e ciências de um modo geral, e mesmo sendo de uso ainda limitado, fica evidente que ele não pretende destronar o maior mecanismo utilizado em todo o mundo, mas não deixa de ser mais uma importante iniciativa a caminho favorecendo a todos nós, usuários de pesquisas
na internet.

Pesquise nos sites :

| http://www.deepdyve.com |

| http://www.genome.gov |

| http://www2.sims.berkeley.edu/research/projects/how-much-info-2003 |

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“Amigo, não me mande mande mais Spams ! “

Publicado em Internet por Marcia Guimaraes em 09/02/2008

O tema deste texto poderá surpreender alguns pela simplicidade ou mesmo despertar aquela sensação comum quando nos damos conta de que deixamos de enxergar algo que estava bem debaixo do nariz. O protagonista desse post é um mal que está presente em nossa vida diária, e o transtorno que causa pode ser atribuído a sua inevitável – e por isso irritante – constância. Por mais que pareça difícil eliminá-lo, é preciso saber que a vitória, nesse caso, depende do empenho individual de cada um de nós, assim como da conscientização dos que estão a nossa volta. Em prol de minimizar seus efeitos nocivos – bem como auxiliar no combate desse que é o grande vilão de nossa era – hoje lanço a campanha “Amigo, não me mande mais spams!”. Tão difundida quanto o hábito de trocar e-mails é a constatação de que 80% das mensagens que chegam às caixas de entrada não foram enviadas por alguém que conhece o destinatário. O spam é indiscutivelmente uma praga da vida moderna, capaz de deixar as baratas no chinelo.

O termo se originou por alusão a uma espécie de bolo de carne enlatado, muito comum nos lares americanos, capaz de causar náusea em qualquer um que o consuma com assiduidade. Outro dia me surpreendeu o resultado de uma pesquisa, segundo a qual, o principal emprego de verbas publicitárias nos Estados Unidos é a mala direta.

Não tive acesso aos números referentes a eficácia do método, mas creio que, se a cada mil pessoas apenas uma se interessar pela mensagem enviada, o investimento já se justifica. Até porque mandar e-mails, pelo que eu saiba, não custa nada. O gasto aí provavelmente se deve aos gastos operacionais e a remuneração dos infelizes que conseguem os endereços.

Numa aterradora previsão, não tarda o momento em que os spams chegarão também aos celulares – as operadoras já iniciaram esse processo – e não me espantaria se daqui uns 15 anos o telegrama voltasse com força total. Para evitar que o e-mail se torne uma ferramenta inviável é preciso agir enquanto há tempo.

A campanha “Amigo, não me mande mais spams!” se destina principalmente aqueles indivíduos que indiretamente alimentam de informação os bancos de dados desses verdadeiros piratas da privacidade alheia, através do irresponsável costume de mandar gracinhas cibernéticas para todos os conhecidos. Aproveito o ensejo para registrar uma espécie de carta-aberta:

Amigo(a) / parente:

Desculpe se não houve coragem ou oportunidade para dizê-lo antes, o fato é que não quero mais receber seus e-mails. Mesmo que seja o vídeo do cachorrinho que fala, a bela e falsa mensagem do famoso poeta, o texto engenhoso construído com palavras de duplo sentido, a piada que faz alusão ao acontecimento da semana, a foto da celebridade em situação embaraçosa, seja o que for, não me mande, eu não quero receber. Mesmo que seja a coisa
mais incrível que você já leu ou assistiu, eu prefiro descobrir por mim mesmo.

O motivo pelo qual torno essa carta pública deve ser o mesmo pelo qual as pessoas preferem terminar namoros no palco de programas de auditório; acho que a exposição pública evita o constrangimento privado. Espero que você compreenda, não é nada pessoal.

atenciosamente,
Bruno Medina.

Bom, se você gostou do modelo acima, pode utilizá-lo, apenas tendo o cuidado de trocar o meu nome pelo seu. Caso queira continuar a receber e-mails com conteúdo “divertido”, instrua seus amigos a evitar aqueles enormes cabeçalhos utilizando o recurso da cópia oculta (mensagem que omite o nome dos destinatários).

É muito simples: basta colocar o seu próprio endereço no primeiro campo (to:) e os demais endereços no terceiro campo, onde se lê (Bcc:). Espalhe essa informação e seja mais um elo dessa corrente que pretende construir um mundo sem spam. Mas, por favor, tente fazer isso sem gerar um novo spam!

( Fonte : Reproduzo este post publicado por Bruno Medina, tecladista do ” Los Hermanos “, em seu blog na Globo ponto com )